domingo, maio 23, 2010

Compartilhamento x Pirataria. Entrevistas com produtores e gravadoras

Fizemos entrevistas com três produtoras/ gravadoras (Arsenal Music, XMusic, Piccoli Studio), e fizemos perguntas sobre a pirataria e o compartilhamento de músicas via internet, dêem uma olhada!




Gravadora Arsenal - Entrevistada Luka

Q1 – Você apóia artistas a disponibilizarem suas musicas na internet? De que forma?

Nós apoiamos todos as artistas a disponibilizar apenas o áudio, sem download, isso valoriza o artista.

Q2 – O que você considera distribuição ilegal de musica?

Esses famosos fóruns na internet que disponibilizam discografia, dentre tantas outras coisas.

Q3 – Você acredita que os downloads pagos e ou os CD’s tem preço justo

Tem fases que baixo músicas, mas não sei quais são as que podem ser baixadas legalmente e quais não são. Não me sinto um criminoso por ter um conteúdo que somente eu esteja ouvindo na minha casa sem fins lucrativos. Essa mentalidade é de quem ainda não entendeu que a rede é uma aliada e não uma inimiga e que os meios de se ganhar dinheiro apenas mudaram. Cabe deixar claro que a produção de uma canção envolve muitos custos, muitos profissionais e muito empenho de quem se propôs a isso, mas quando você tem uma música popular entre as pessoas o seu show também se torna popular e conseqüentemente esse dinheiro circula,

Q4 – Algo poderia ser feito para que essas mídias pudessem ter seu preço reduzido

Tudo que nós acreditamos que pode ser feito para reduzir os custos está sendo feito por nós, mas até chegarmos a um preço compatível com padrões Europeus, seria necessário uma mudança cultural, o brasileiro, desde sempre, não gosta de pagar por musica, não compra musica, ele prefere a televisão.


X Music – Entrevistado Allan


Q1 – Você apóia artistas a disponibilizarem suas musicas na internet? De que forma?

Sim.

Q2 – O que você considera distribuição ilegal de musica?

Camelô.

Q3 – Você acredita que os downloads pagos e ou os CD’s tem preço justo?

Não

Q4 – Algo poderia ser feito para que essas mídias pudessem ter seu preço reduzido?

Difícil, mas não é impossível.

Q5 – Alguns artistas, como “O Teatro Mágico” e “Forfun”, disponibilizam em seus sites downloads gratuitos, qual sua opinião sobre isso?

São poucos que podem se dar esse privilegio.

Q6 – A banda “Radiohead” já disponibilizou um álbum virtual ao preço que as pessoas quisessem pagar, você acha que, sócio-culturalmente, isso seria viável aqui no Brasil?

Sim, mas acho q o lucro não seria dos maiores.
Q7 – Se você tivesse hoje o poder de corrigir nossa legislação relacionada a direitos autorais e compartilhamento de musicas, o que você mudaria?

Na legislação nada, faria a fiscalização ser rigorosa.

Q8 – Você tem alguma alternativa para que as pessoas prefiram comprar CD’s ou pagar pelo conteúdo?

Promoções, daquelas como as da Coca-Cola, você compra o cd que vem com um código que só pode ser usado uma vez e ao final de um período haveria um sorteio de alguma coisa.


Piccoli Studio – Entrevistado Boka

Q1 – Você apóia artistas a disponibilizarem suas musicas na internet? De que forma?

A banda que disponibiliza seus conteúdos é que se apóia, ela que está divulgando seu trabalho e as formas que mais lhe agradarem ou for conveniente eu deixo para a banda decidir, não somos uma mega-produtora, não somos formadores de opinião, não obrigamos as bandas a nada, apenas sugerimos o que achamos que dará certo.

Q2 – O que você considera distribuição ilegal de musica?

Pirataria. Não sei, a própria pergunta já está respondendo, distribuição ilegal, é a distribuição sem consentimento do artista ou gravadora.

Q3 – Você acredita que os downloads pagos e ou os CD’s tem preço justo?

Os produzidos aqui sim! Nós cobramos um preço da banda para gravar e produzir, se a banda quer ter lucro ou se apenas quer deixar no “elas por elas” depende deles, então são eles que julgam o que é justo.

Q4 – Algo poderia ser feito para que essas mídias pudessem ter seu preço reduzido?

Só se as grandes produtoras/gravadoras deixassem de existir, todo o processo para que as mídias tenham a qualidade que tem e que sejam distribuída por todo território nacional, ou às vezes internacional, é muito caro, tem muita gente. Gente que vive disso, se abaixar muito o valor essas pessoas não estariam trabalhando nisso.
Q5 – Alguns artistas, como “O Teatro Mágico” e “Forfun”, disponibilizam em seus sites downloads gratuitos, qual sua opinião sobre isso?

Eu acho ótimo e também faço isso.
Q6 – A banda “Radiohead” já disponibilizou um álbum virtual ao preço que as pessoas quisessem pagar, você acha que, sócio-culturalmente, isso seria viável aqui no Brasil?

Não, as pessoas dariam R$0,01 e sairiam se achando “espertos”, isso os que pagassem. Um pagando já disponibilizaria na internet e ponto, apenas os fãs gastariam dinheiro.

Q7 – Se você tivesse hoje o poder de corrigir nossa legislação relacionada a direitos autorais e compartilhamento de musicas, o que você mudaria?
Não sei, eu realmente nunca estudei a legislação, tenho apenas alguma noção.
Q8 – Você tem alguma alternativa para que as pessoas prefiram comprar CD’s ou pagar pelo conteúdo?
Talvez as pessoas não precisem pagar por esse conteúdo, as bandas deveriam ser mais unidas, fazer a divisão dos lucros de show de forma justa, assim os artistas ganhariam dinheiro e o trabalho de produção seria terceirizado, bancado pela banda, assim não teríamos tantas bandas ruins (produzidas pelo estúdio para fazer sucesso).

O cubismo

Todo bom roqueiro tem que curtir arte não? E por que não falar de pinturas?

O cubismo é um movimento artístico que entre os anos de 1907 e 1914, e seus principais idealizadores e fundadores, os lendários artistas Pablo Picasso e George Braque.
Esta maneira de fazer arte, se caracteriza pela representação das coisas por formas geométricas, onde não existe nenhum compromisso com a aparência real das coisas.

Na história, o cubismo surgiu-se pelo pintor Cézanne, onde dizia que a arte devia tratar as formas existentes na natureza como cilindros, esferas e cones. Mas os cubistas representavam os objetos com todas as partes no mesmo plano, diferenciando assim de Cézanne.




(O guitarrista - Obra da agência Machine Comunicação)


sábado, maio 22, 2010

Pesquisas sobre pirataria e compartilhamento de músicas

Quando falamos em compartilhamento de música pela internet, o que vêm primeiro em sua cabeça? A Pirataria? Uma coisa que já faz parte da cultura da sociedade? Somente compartilhamento?


Esse assunto é bem polêmico, e por conta disso resolver abordar o assunto e perguntar para as pessoas o que elas acham sobre isso.

Foram realizadas 64 entrevistas, em um questionário de perguntas fechadas e abertas, com homens e mulheres que gostam de ouvir música, possuindo dentre 18 a 35 anos de idade, independente de classe social, que baixam música pela internet, gratuita ou não, e pessoas que compram CD´s originais. Dessas 64 entrevistas, 41% disseram escutar música do gênero rock, e 11% dizem ser ecléticos.



Desse público, 81% dizem baixar música gratuita via internet, e não compram CD original, e somente 19% dos entrevistados responderam que compram CD original, mas também baixam música gratuita via internet, sendo que apenas 2% não baixam conteúdo gratuito, dando preferência para o CD original, e 2% compram música pela internet.



Quando perguntado quanto que os entrevistados geralmente pagam no CD original, 25% disseram que pagam de R$20,00 a R$30,00 reais, 8% disseram que pagam menos de 20,00 reais, 2% pagam acima de R$30,00 reais, e 65% não sabiam ou não opinaram.



Para tentarmos entender se o custo do CD interfere em sua compra, foi perguntado quanto que as pessoas estariam dispostas a pagar por ele, e 44% dos entrevistados, responderam que pagariam menos de R$20,00 reais, 23% disseram que pagariam de R$20,00 a R$30,00 reais, somente 4% pagariam mais que 30 reais, e 29% não souberam ou não opinaram.



Os três principais fatores para isso, é a facilidade e comodidade sendo 90% das opiniões, alto custo dos CD´s originais de 52%, e 23% acham que o conteúdo baixado é de qualidade.




Mas se caso o CD fosse vendido a um valor que fosse favorável ,52% dos entrevistados disseram que passariam a comprar CD original com uma maior freqüência, só que 35% dos entrevistados acreditam que as pessoas não deixariam de baixar conteúdo gratuito, 13% discordaram e 15% não opinaram.

Referente à pirataria, perguntamos o que os entrevistados acham sobre o assunto, e 33% disseram que concordam, pois através dela há o surgimento de mais artistas, e podemos conhecer mais sobre seus trabalhos, aumentando assim a cultura musical, mas 13% disseram ao contrário, que a pirataria prejudica o artista, desvalorizando seu trabalho com o dinheiro não sendo repassado, e isso é um crime. E há também quem não concorda e nem discorda (40%), pois a pirataria prejudica o artista, mas é um meio para as pessoas que não possuem situação financeira favorável, terem acesso a cultura musical.

Para nós, ainda não há uma solução para esse assunto, sendo que existe um caminho muito longo para ser percorrido, pois até mesmo bandas têm divergências sobre o assunto, sendo favoráveis sobre, ou não, mas esperamos que a cultura musical não saia perdendo com isso tudo, e que venha a continuar crescendo.

E você o que acha sobre o assunto?

Shakespeare e palavrões

Galera!
Dêem uma olhada nessas citações de Shakespeare abaixo. Dou uma bala pra quem montar uma música de rock. Hahaha!


Os miseráveis não tem outro remédio a não ser a esperança". William Shakespeare.



Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes". William Shakespeare.



Palavrões em músicas de rock já não é novidade. Mas hoje em dia está mais difícil encontrar. Quem se lembra de Mamonas Assassinas, Raimundos, Planet Hemp?

Talvez foram os que mais disseram palavrões em suas letras.

Liberdade de expressão
Deixa eu falar filha da puta! Expressão"
Deixa eu falar - Raimundos

Eu digo fodam-se as leis e todas as regras!"
Legalize-já - Planet Hemp

Agora existem outros, como a banda Garotos Podres, que para não deixar explícito sua revolta, fazem a troca de palavras.

Papai Noel, velho batuta! Rejeita os miseráveis!
Eu quero matar-lo. Aquele porco capitalista..."
Papai Noel - Garotos Podres

Agora refletimos.



Desde que palavras de baixo calão começaram a ser usadas em letras da música brasileira, no final dos anos 70, o sentido e o contexto delas mudaram. Se, no passado, palavrões tinham como objetivo transgredir as duras leis de censura impostas pela ditadura militar, hoje, está cada vez mais constante nas letras de músicas sem propósito.

Mas se a música é uma forma de expressão, qual problema o uso do palavrão pode gerar na sociedade?

A música é um dos meios de comunicação que causa mais influência na sociedade, pois através das músicas criam-se maneiras de se pensar, agir e até se vestir, ou seja, o jovem muitas vezes busca sua identidade dentro do mundo musical.
Mas forte influência da música tem mostrado problemas com o linguajar dos jovens, pois o uso de palavrões está cada vez mais constante. Muitos jovens estão banalizados, por se espelharem naquilo que observam na televisão, nas rádios, etc.
Todos nós temos direito a liberdade de expressão, mas uma pessoa que trabalha com música precisa ter cuidado com palavras vulgares, mesmo porque, existem muitas formas de falar o que pensa, sem apelar. Há outros recursos da linguagem, que é muito rica. Temos exemplos da ditadura, em que os artistas falaram absurdos sem ter de dizer palavrões.



sexta-feira, maio 21, 2010

Dance of Days



Não podemos falar do cenário Underground (Alternativo) do Brasil, sem falar no Dance of Days.


Uma banda de pós punk que começou no underground em meados de 1997, e continua no underground até hoje, onde dispençam contratos com grandes gravadoras por acharem que sendo "alternativos" estão livres fazendo a música do jeito que realmente gostam e acham certo.
http://www.fotolog.com.br/oficialdance
http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/dance_of_days

Estilos de rock de diferentes países

Olá galera!
Tudo beleza? Neste post irei mostrar um pouco dos estilos de rock de alguns países na qual não estamos costumados a ver na mídia freqüentemente. Entre eles o rock japonês, alemão e o britânico.



Japão
O rock japonês, também conhecido por J-Rock, não é só uma forma de música, mas um nicho musical em que existem diversos estilos. Um deles é o Visual Kei, onde os integrantes da banda se caracterizam com roupas, maquiagens e cabelos fortemente elaborados.
Duas grandes bandas desse cenário musical é o "The Gazette" (à direita), e a banda "Alice Nine" (à esquerda.)

Alemão
O rock alemão, caracterizado por vocais bastante graves como os da banda "Rammstein" (à direita). No rock alemão também existem bandas com um visual mais gótico como a "Lacrimosa" (à esquerda).



Reino Unido
O mais conhecido entre os citados acima, o rock britânico surgiu da influência do rock and roll e rhythm and blues vindo dos Estados Unidos. Não há como falar de rock britânico sem citar "The Beatles" (à esquerda) e "The Who" (à direita).

terça-feira, maio 18, 2010

Evolução da Internet





A internet surgiu durante a Guerra Fria com o nome de “ArphaNet” , onde tinha a única função de realizar a comunicação entre as bases militares dos Estados Unidos, mesmo que o Pentágono sofresse um ataque dos rivais.



Quando a Guerra acabou, ArphaNet não tinha mais utilidade para os militares, onde então foi permitido para os cientistas o seu acesso, que passaram para redes de universidades, chegando até  à outros países. Só se certificaram da grande curiosidade que a internet despertava nas pessoas, quando mais de 5 milhões de pessoas estavam conectadas na rede.

Já no fim dos anos 1970, eles perceberam que o seu atual sistema de protocolo “Network Control Protocol”, NCP, estava precisando inovar. Os dados a serem comunicados eram divididos em partes, e tinham que passar de computador a computador até o seu destino final.

Após pesquisas migraram para o Transfer Control Protocol/Internet Protocol”, TCP/IP, que permitia um acesso menos complicado e mais fácil de implementar em plataformas diferentes de computador.

O crescimento da internet também se deu pela disponibilidade de serviços de diretório e pesquisas, que ajudavam os usuários a acharem informações que necessitavam na internet, como o YAHOO, o Archie, o Wais e o InfoSeek, que surgiram como meio de pesquisas de universidades, e tornaram-se serviços comerciais.

Nos anos de 1980 surgiram as primeiras vendas virtuais, que substituíam o contato físico e movimento, por informações telefônicas, catálogos e um contato virtual.

Apenas em 1991 a Internet chega ao Brasil, com a “Rede Nacional de Pesquisa”, RPN, uma operação acadêmica subordinada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

Em 1995 ela foi liberada para exploração comercial da população brasileira, pela iniciativa do Ministério das Telecomunicações e Ministério da Ciência e Tecnologia.

Em 1997, surgiu o termo “Weblog”, criado por Jorn Barger, que o classificou como uma página da Web em que qualquer indivíduo podia expor todas as páginas interessantes que encontrava.

Um pouco tempo depois, Peter Merholz decidiu alterar o pronunciamento do termo para “wee-blog”, que em pouco tempo tornou-se apenas blog.

Rebbeca Blood foi uma das pessoas que mais fez uso dos blogs na época, referindo-se à forma e o nível do conteúdo das publicações periódicas.

Hoje em dia, com uma estimativa aproximada a 70 milhões de blogs espalhados no mundo, vemos o quanto essa nova forma de expressão cresceu comparando a 1990, onde seu número era bem pequeno.

Não só o blog, mas também outras ferramentas existentes hoje, como mensageiros instantâneos, rede de relacionamentos, jogos interativos, compras online, já fazem parte do cotidiano das pessoas, que passam a ser até uma necessidade para sobrevivência.

É impressionante.


O surgimento do compartilhamento de músicas na internet se deu por conta de um programa muito famoso, no qual você já deve ter ouvido falar: Napster. Criado por um americano chamado Shawn Fanning, o programa tornou mais fácil a tarefa de buscar e baixar MP3 pela rede. Como o Napster já estava tornando-se "febre", a indústria fonográfica começou a abrir disputas judiciais contra o programa, onde também entrou nessa briga a banda Mettalica e o rapper Dr. Dre, até que então, conseguiram vencê-lo.
Não adiantou muito pois um pouco depois surgiram vários outros programas, como o Emule, Limewire e iMesh, que entre tantos outros, continuam ativos até hoje.


Abaixo, alguns sites que fazem muito sucesso na web:

http://www.google.com.br
(Site de busca.)

http://www.mercadolivre.com
(Site de compras online.)


http://www.twitter.com
http://www.msn.com.br
(mensageiros instantâneos.)